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CONTOS DE ENTRE MUGE E SORRAIA

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Contos são pedaços de vida, recolhidos aqui e ali, amassados com emoção . Estes - de Manuel Evangelista - não são diferentes. São igualmente consequência da vida dos precários que pastorearam ou conduziram gado, dos que sulcavam a terra procurando a cornucópia da abundância nessas terras de Entre-Muge-e-Sorraia. São, acima de tudo, registo de uma herança cultural que, não fosse a atenção dos predestinados se perderiam para sempre, misturadas no vórtice do progresso. Manuel Evangelista é por isso, a voz dos anónimos, dos que (…) inventaram, para à noite se deliciarem contando uns aos outros, a ver quem fazia melhor figura.

 

ONDE PARAM OS ANJOS

A escrita de Filipa Ribeiro da Cruz é uma inquietude da juventude, com preocupações sociais fortes. Neste seu primeiro livro a jovem autora retrata um crime de implicações mundiais. Num certo sentido, o seu livro apela à crítica, à cidadania e à consciência comum. Procura na investigação cuidada e no entusiasmo da pesquisa o cerne das questões que aplica na sua narrativa mas (...) No futuro, vejo-me a escrever sobre acontecimentos históricos, sociedades, costumes, cenários políticos, de guerra…existem muitos temas que me despertam a atenção.

Encontra nos clássicos da nossa Literatura os seus mestres de referência mas escreve com a paixão de quem segue, consciente, o caminho que escolheu.

Afinal onde param os anjos?

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O ESPÍRITO DE ALMEIRIM; um desafio

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Nas palavras de José Andrade este seu livro (...) pretende ser um contributo sério - mas simples e objetivo -  precisamente, para uma melhor apreensão da história da evolução de Almeirim, desde a sua fundação, até ao século XX e do seu importantíssimo papel que teve na história de Portugal, como centro de decisão política, de dinamização cultural e motor do desenvolvimento económico. Uma interpretação histórica dos factos, que também eles, por ausência de referências patrimoniais, ou por anestesia da memória coletiva, não  são conhecidos ou valorizados, mas que foram decisivos e particularmente significativos, na evolução de Portugal. Também a dignificação merecida e tão esquecida, de personalidades almeirinenses e de grupos sociais, em que se destacam os “Fazendeiros de Almeirim”.

Ainda segundo o autor, «o livro é uma partilha e se tem alguma pretensão, é a de fomentar a afetividade e a curiosidade em particular dos almeirinenses…o reforço da paixão pelas raízes…pois nunca o homem, conseguirá fazer obra de qualidade, sem conhecimento e paixão», diriamos também, que esta publicação, mesmo representando "um desafio"do autor, constitui uma importante achega para o conhecimento de Almeirim.

 

 

AS ORIGENS Benfica do Ribatejo

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A Vila de Benfica do Ribatejo encontrou a sua razão de desenvolvimento nos aforamentos do Séc. XVIII. As terras situadas ao longo da Estrada Real, hoje a Rua Direita, pertencentes a D. José da Costa e Sousa, proprietário do Casal Branco, situavam-se a uma altitude inferior à da Quinta de Santa Marta, hoje Alqueve da Branca e estavam sujeitas a inundações. Os primeiros aforamentos destinavam-se à construção de casas de morada. Os moradores de “Bemfica”, gente dos ofícios, vão ligar essa construção ao arrendamento de courelas de terra destinadas à agricultura, aumentando o seu rendimento. Num discurso histórico que se inicia com as populações primitivas e termina com a anexação de Almeirim, em 1836, apresentam-se as verdadeiras razões do nascimento do lugar. (Palavras do Autor)

 

 

HISTÓRIAS FERROVIÁRIAS

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Manuel Evangelista, conhece bem os comboios. Sabe do que fala. Vivenciou-os, por isso as «Histórias Ferroviárias», abordadas neste seu livro monográfico, baseiam-se numa paixão que lhe veio do ofício.

Dedicado aos ferroviários e aos caminhos-de-ferro portugueses, esta publicação aborda histórias simples passadas no vai vem das carruagens. Tudo começa com D. Pedro V, a quem caberá inaugurar a ferrovia nacional (em meados do séc XIX), trazendo o progresso ao país e melhores ligações com a Europa. Dai até à contemporaneidade foi um passo.

Longe ficam muitas destas histórias, simples, onde os protagonistas são zelosos chefes de estação, fogueiros que alimentam fornalhas, revisores, maquinistas, passageiros (ou clientes, como hoje se diz).

 (…) Que estranhas coisas se passavam nos comboios naqueles anos!

 
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